segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A médium.

— Oh, Maria, se você tivesse chegado há cinco minutos, teria visto. Era a minha avó, ela deixou estas flores, sorriu para mim e, depois, foi embora por aquela trilha ali, até desaparecer no bosque.
— Que bom, Beth, mas posso saber o porquê desta carinha tão assustada?
— Maria, a minha avó morreu há... há muitos anos. Eu já falei sobre isso, por que você não acredita em mim?
— Eu acredito em você, Beth. Você é que não acredita em mim.
— Eu acredito, Maria, eu acredito sim.
— Então, ouve com muita atenção o que eu vou dizer.
— Não... não... eu já sei o que você vai dizer e não quero ouvir, por favor, Maria, por favor.
— Mas é importante, minha querida, só assim você vai ter paz. Beth, por favor, aceite isto, você morreu há mais de 20 anos...
— Não, Maria, não... Não! — E mais uma vez o espírito de Beth desapareceu, mas ainda não seria desta vez que iria embora.

4 comentários:

Paulo Stenzel disse...

"A médium" foi escrito ao som de "Shadowplay" (Joy Division Cover) - The Killers.

Jefferson disse...

Tu andou assistindo o filme Sexto Sentido (The Sixth Sense), né ?

Forte abraço.

Paulo Stenzel disse...

hehe há temas que são recorrentes neste gênero. Mas, neste caso aqui, e ao contrário do Bruce Willis no filme, a morta sabe que está morta, porém está numa fase de negação. Mas o conto está aberto, podemos tentar substituir a amiga médium por uma psicóloga e ver no que dá.

narsumegolden disse...

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